Posts de junho de 2016

Aos 30 e a Felicidade

Em 30.06.2016   Arquivado em Good Vibes

Carinho matinal.
Aquela conchinha que faz a gente ficar mais 5 minutinhos na cama.
Café da manhã reforçado, numa mesa farta.
Ir ao parquinho do prédio.
Sentir o Sol aquecendo a pele.
Ler um livro.
Dançar com Larissa.
Ouvir suas questões infantis, porém importantes, enquanto ela vai para a escola.
Assistir série sozinha.
Brincar com a Arya.
Cozinhar.
Almoçar e ter sobremesa.
Cochilar.
Jantarmos juntos.
Comer pizza, lanche.
Assistir série abraçadinha.
Vê-la.
Namorar.
Escrever.
Limpar a casa.
Organizar armários.
Organizar tudo.
Amigos.
Falar besteira com amigos.
Jogar com amigos.
Jogar sozinha.
Passear.
Parque.
Cinema.
Andar no shopping.
Restaurante.
Boliche.
Demonstrações de afeto.
Larissa.
Sobrinhos.
Ajudar.
Ensinar.
Compreender.
Acolher.
Ouvir música.
Dançar sozinha.
Tomar banho demorado.
Rotina de beleza.
Cumprir meus objetivos diários.
Banho de chuva.
Pisar em folhas secas.
Estudar.
Gifs de gatinhos.
Unicórnios.
Balões.
Arco-íris.
Flores.
Plantas.
Mexer em terra.
Areia da praia.
Entrar no mar.
Ver o mar.
Ouvir o mar.
Caminhar.

É o que me faz feliz.

Aos 30 e a Autoestima

Em 23.06.2016   Arquivado em Terapiando

Acho que restaurar isso é meu maior desafio.
Nem sei se é correto utilizar o termo “restauração” para algo que sequer tenho lembrança de ter existido.
Eu não sei o que é ter autoestima, o que é tê-la elevada.
Fisicamente, sempre tive a crença suprema que meu corpo estava fora do padrão. Desde muito nova, via que as meninas com mais corpo eram as que se destacavam, que ser muito magra ou gorda era algo bem complicado.
Não me sentia confortável com o uniforme escolar, minhas pernas eram finas demais e sambavam naquela saia até o joelho, ou naquela bermuda de educação física. Achava meus pés enormes, já calçava 37 e com isso eles se destacavam: eu me sentia o bozo.
Acreditava que tinha orelhas enormes, que eu vivia tentando esconder com o cabelo que também era enorme.
Nunca sofri bullying, mas eu não me sentia confortável com o que eu era.

Emocionalmente fui um fiasco! Primeiro menino que gostei parou de falar comigo! hahahahahaha

Sempre me empenhei em tirar notas boas, não queria me sentir incapaz também nesse quesito.

Cresci com essas distorções.

Percebi que aceitei namoro com pessoas que em sã consciência eu jamais aceitaria, pois acreditava que era um milagre um ser humano gostar de mim. Eu não gostava, como é que outro iria gostar?
E nessa, amigos, embarquei numa canoa furada onde a pessoa vivia me colocando pra baixo. Eu era magra demais, meu cabelo cacheado demais (olá, progressiva!), desbundada demais, eu não parecia mulher, parecia menina e ele se interessava pelo visual mulherão. Ele afirmava que era muito mais bonito que eu, que eu deveria agradecer.

O namoro terminou.

Conheci alguém que sempre acreditou em mim, que sempre me colocou pra cima mesmo que eu mesma não fizesse isso.
Ele reforça diariamente, há 3067 dias que eu sou linda, inteligente, que eu sou uma boa pessoa (porque nem nisso eu acredito às vezes).

Decidi agora, aos 30, que não deixarei que ele faça esse trabalho sozinho. Quero gostar de mim, quero me ver com os olhos dele. Quero ver com os olhos encantados da minha filha.
Nem eles nem a terapeuta conseguirão me ajudar se eu não permitir e agora, eu permito me amar.

Aos 30 e os Des-

Em 10.06.2016   Arquivado em Desculpe o Transtorno

Desamor.
Desamparo.

Eu não sei receber afeto. Não espero que alguém me defenda de algo, que me proteja. Eu me enxergo sozinha no mundo. E eu descobri isso faz pouco tempo. Sempre percebi, quem convive sempre percebeu, mas eu nunca compreendi o que de fato acontecia.
Minha infância, ou o que me recordo dela, foi difícil no núcleo familiar. Essas demonstrações públicas e constantes de afeto que tenho com minha filha não era algo comum em casa. Brincávamos, mas talvez não fosse algo comum daquela geração. Ou os problemas é que estavam em excesso (que eu sei pouco sobre eles, não tenho memória do que acontecia, só o sentimento que marcou).
Mas é fato que minha família passou e passa por muita coisa que gerou um bloqueio emocional enorme em todos.
Embora eu e papai fossemos muito próximos, não éramos acostumados a dizer “eu te amo”.

Pode ser que a mesma história num outro indivíduo tivesse outro resultado. Em mim, o resultado foi esse, essa descrença, esse medo de ser abandonada, uma autoestima baixíssima.

E qual o motivo da exposição?
É que, em primeiro lugar, eu me sinto bem escrevendo. É a forma que eu tenho de processar informações.
Segundo, acredito que alguém possa se identificar, perceber como a terapia está me ajudando e assim conseguir melhorar também.
E, espero que as pessoas entendam minha dificuldade pra aceitar bons sentimentos.
Eu vou melhorar, vou passar por isso tudo e vou me amar. Assim, vou receber tudo de mais lindo que cada um tem pra me dar.

Aos 30 e as Respostas

Em 06.06.2016   Arquivado em Terapiando

42.
A resposta pra vida, universo e tudo mais.
Gostaria de responder 42 sempre…
É que tem coisas que eu não sei mais a resposta. Tem coisas que não sei bem o significado da resposta que dou. É o que eu realmente penso e sinto?

Minha cor favorita é verde. É? Bem, eu quase não uso verde. Uso mais roupa preta, tenho bastante roupa rosa que teoricamente é a cor que menos gosto. Por que verde? Mas eu gosto de tantas outras cores…

Minha bebida preferida é suco de melão. Quanto tempo faz que não bebo um? Mas e a Coca-Cola que sinto até dor de cabeça se fico sem? E a sakerinha de morango? Fora que tem tanta bebida que nunca experimentei, como vou saber qual a preferida?

Comida preferida é nhoque. Mas eu gosto tanto de outras da mesma forma. Picanha, sauduíche, arroz, feijão e ovo mexido com batata corada, sorvete…

Não sei se respondo no automático, se respondo as coisas antigas sem pensar nas novas.
Preciso me redescobrir.