Aos 30 e os Planos

Em 19.12.2016   Arquivado em Good Vibes

Eu tenho um plano.
Sim, eu sempre tenho um plano.
Eu planejo dias, semanas, meses, anos, passeios…
Eu gosto disso, mas não sofro se o plano mudar.

Ainda bem que eu não sofro com as mudanças! Ô vida pra mudar!

Comecei 2016 sem ter ideia do que seria meu lado profissional. Como eu trabalharia em algo com medo de sair de casa?
E eu não queria mais atuar como Enfermeira, o que é que eu sei fazer?
Bolo.

E escrever.
E organizar.
E planejar.

Encerro o ano trabalhando bem, feliz, realizada.
Compreendendo que até mesmo pessoas que eu me arrependi de ter conhecido no final do ano passado, contribuíram para tudo de bom que aconteceu em 2016.
Olha que louco!
Pois é, é a mágica da vida acontecendo diante dos meus olhos!!! Eu vi!!!

E estou pronta para finalmente aproveitar as coisas boas da vida…

Aos 30 e o Novo

Em 17.12.2016   Arquivado em Terapiando

Não sei se vocês conhecem o trabalho de um Coach, mas eu preciso dizer que eu tenho mais insight em sessão com um do que qualquer dia de terapia.
E na minha última sessão em grupo, quinta-feira dia 15 de dezembro às 20h para ser mais específica, eu enxerguei a causa, o efeito e o melhor, a resolução de muita coisa!

Imaginem uma menina, na 4ª série do ensino fundamental, ciente dos problemas financeiros da família, com uma escola particular que não escondia dela quando a mensalidade estava atrasada.
Agora pensem nessa menina fazendo a sua primeira prova num concurso, concorrendo a uma bolsa de estudos num colégio militar.
Ela não passou, lembro como se fosse hoje que eram apenas 2 vagas e sua colocação embora tenha sido muito boa (entre os 10 primeiros), não foi suficiente.

A sensação de insuficiência, fracasso, de gerar despesa, tomou conta e fez com que eu duvidasse da minha capacidade durante muito tempo.

Foi a melhor coisa não ter saído daquele colégio onde conheci as melhores pessoas que poderia ter conhecido nessa vida.
E vieram outras provas depois, outros concursos com resultados semelhantes e também totalmente diferentes.
Passei para Escola Técnica e fiz o, agora Ensino Médio, sem pagar nem passagem – confesso que tirar essa despesa dos meus pais foi um grande alívio!
Não passei em vestibulares super concorridos de primeira, passei na reclassificação da UFF.
Mas eu nem fui pra UFF (olá, lado financeiro batendo de novo!), pois fui bolsista integral pelo PROUNI e consegui vaga num local maravilhoso, com pessoas incríveis!
Passei no concurso da Prefeitura do RJ e tinha emprego público! Aquele sonho de muita gente, sabe?

Olha quanta coisa eu consegui!
E pra onde mesmo eu olhava e deixava me dominar? Isso mesmo, pela sensação de fracasso daquela primeira prova.

Cara, eu sou foda. Eu sou inteligente, eu sou capaz, eu sou boa em tudo que me disponho a fazer!
E eu vou acreditar mais em mim, na minha capacidade, nas maravilhas que eu SEI que eu posso conseguir!
Eu posso e VOU conseguir tudo que eu quero!

Aos 30 e os Desabafos

Em 07.12.2016   Arquivado em Desculpe o Transtorno

Além de ter um transtorno psicológico, a gente ainda tem que ter tato na hora de falar sobre ele.
Pode acontecer de uma resposta que envolva “eu tenho depressão/ansiedade/síndrome do pânico/bipolaridade…” fazer a pessoa devolver com expressões e atitudes que vão desde considerar vitimismo, passando por considerar frescura, falta de força de vontade até mesmo achar que estamos lançando a carta coringa para… sei lá por qual razão alguém acha que quem sofre disso usaria como desculpa.

Quem vai querer sofrer de algo que faz as pessoas se afastarem?
Que você começa a falar e recebe grandes silêncios, pois “está chato demais”?

E ó, não basta querer melhorar não!
Ou, sendo assim, vou começar a falar pras pessoas que basta querer que a diabetes é curada, ou uma miopia, ou uma gastrite.
Transtorno mental é doença e só não enxerga quem não sabe o significado de empatia!
Não é porque você não vê (até vê mas ignora) os sintomas físicos, não vê isso em exames, que deixa de existir!
Seu prego.

Aos 30 e a Motivação

Em 04.12.2016   Arquivado em Projetos

Queria ser Veterinária. Amava os bichos com todo o meu coração, eu queria cuidar deles.
Eu me tornei Enfermeira. O amor pelo cuidado só mudou de categoria, o que me motivava ainda era esse sentimento.

A felicidade que eu sinto ajudando alguém é algo que olha, eu nem sei descrever.

Trabalho com uma pessoa que permite que eu exerça o cuidar, mesmo que virtualmente e com minhas palavras.
Sempre tive blog.
Sempre teve gente mandando e-mail ou comentando que minhas palavras ajudaram de alguma forma.

Agora estou invadindo novos mares… O ambiente não é novo, organizar e planejar sempre esteve na minha vida.
Mas agora é um trabalho e mesmo que tenha esse nome pesado e tenha valor envolvido, o que mais me motiva é saber que eu posso continuar ajudando as pessoas.

Cuidar, ajudar, palavras.
Sei lá, de repente ficou tão nítido o que é que mais me deixa realizada e feliz…
Imensamente feliz!

Aos 30 e Transbordando

Em 24.11.2016   Arquivado em Desculpe o Transtorno

Meus pensamentos não cabem numa caixa. Eu já tentei colocá-los ali, mas não cabem! Queria que coubessem e que eu pudesse enterrá-la ou, sendo menos dramática, jogasse no fundo do armário.
Eu penso, logo sinto, logo transbordo.

A sensação de abandono, de solidão, traz dores tão fortes que saem da cabeça e envolvem o corpo inteiro. Parece uma capa de dor que alguém faz eu vestir sem querer.
Sinto todos os meus músculos contraírem, sinto faltar o ar. O chão às vezes some, a mente voa.

E eu sei exatamente o que me deixa assim, sei descrever com riqueza de detalhes cada gatilho que faz essa cascata de eventos se iniciar.
E se eu sei, eu tenho que aprender a evitar.
Porque eu não tenho o poder de mudar atitudes, não tenho uma varinha mágica que faz com que as pessoas enxerguem o que a atitude delas faz.
Eu só tenho é ainda um restinho de força de vontade, de não querer mais me sentir assim.
Eu quero me bastar.
E eu vou conseguir!

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